Preciso saber inglês para abrir uma franquia de idiomas?

Laís Corrêa Oliveira

•

Franquias

•29 de outubro

Quando alguém pensa em abrir uma escola de idiomas, é comum imaginar que o proprietário precisa falar inglês fluentemente, ter formação na área ou ter passado anos dentro de uma sala de aula.

A associação faz sentido. Afinal, se o negócio vende ensino de idiomas, quem está à frente dele não deveria dominar aquilo que a escola ensina?

Na prática, porém, ensinar um idioma e administrar uma escola são funções diferentes.

O professor precisa dominar o conteúdo que leva para a sala de aula e saber conduzir o processo de aprendizagem. Já quem administra a escola precisa olhar para a operação como um todo, acompanhando equipe, matrículas, finanças, atendimento, marketing, indicadores e a experiência dos alunos.

Isso não significa que conhecer inglês ou ter experiência com educação seja irrelevante. Esse repertório pode ajudar bastante, principalmente na hora de compreender o produto e conversar com a equipe pedagógica. Mas ele não substitui as competências necessárias para gerir um negócio.

Por isso, antes de desistir da ideia de abrir uma franquia de idiomas porque você não é professor ou não construiu sua carreira nesse mercado, vale entender melhor qual é, de fato, o papel do franqueado.

Preciso falar inglês para ser dono de uma escola de idiomas?

Essa resposta depende das exigências de cada rede e do papel que o proprietário terá na operação.

Uma escola independente, por exemplo, pode ser estruturada de diferentes maneiras. Se o próprio dono pretende dar aulas, desenvolver a metodologia ou assumir funções pedagógicas, naturalmente precisará ter conhecimento compatível com essas responsabilidades.

Em uma franquia, existe ainda a possibilidade de o empreendedor ocupar uma função de gestão, enquanto professores e profissionais da área pedagógica ficam responsáveis pelo ensino.

No caso da Phenom, o franqueado não precisa ser professor de idiomas nem um empresário experiente, já que existem treinamentos e suporte para as diferentes áreas da operação.

Veja como funciona o suporte oferecido pela Phenom

Isso não quer dizer que o franqueado possa simplesmente ignorar o que acontece dentro da sala de aula. Pelo contrário, mesmo sem assumir a função de professor, ele precisa compreender o produto que sua escola entrega, acompanhar a qualidade da operação e saber como a proposta pedagógica se conecta à experiência do aluno.

A diferença está em entender o negócio sem necessariamente ser a pessoa responsável por ensinar o idioma.

E preciso ser professor para abrir uma escola de idiomas?

Também não necessariamente. Ser um bom professor e ser um bom gestor exigem conhecimentos diferentes.

Um professor pode dominar inglês, conhecer metodologias de ensino e ter anos de experiência acompanhando alunos, mas, ao abrir uma escola, surgem responsabilidades que talvez nunca tenham feito parte da sua rotina.

Agora também é preciso pensar em contratação, gestão financeira, vendas, atendimento, ações comerciais, marketing, metas e retenção de alunos.

Por outro lado, um gestor pode ter experiência liderando pessoas, acompanhando números e desenvolvendo negócios sem nunca ter conduzido uma aula de inglês.

Os dois perfis podem trazer conhecimentos importantes para uma escola, mas provavelmente terão áreas diferentes para desenvolver.

É por isso que olhar apenas para a fluência em inglês não responde se alguém está ou não preparado para administrar esse tipo de negócio.

Afinal, qual é o papel do franqueado?

Em uma franquia de idiomas, o franqueado continua sendo o empresário responsável pela unidade.

Isso significa acompanhar o desempenho da escola, liderar a equipe, observar os resultados comerciais, organizar a operação e garantir que os processos definidos pela rede realmente sejam aplicados no dia a dia.

Em vez de preparar uma aula sobre present perfect, por exemplo, é muito mais provável que o proprietário esteja olhando quantas matrículas foram realizadas naquele mês, como está a retenção dos alunos, quais resultados a equipe comercial vem alcançando ou quais problemas precisam ser resolvidos na unidade.

A própria Phenom explica, em seu conteúdo sobre o funcionamento de uma franquia, que a rotina de uma escola envolve captação de alunos, atendimento, equipe, metodologia, organização financeira e acompanhamento constante. A rede também reforça que franquia não significa um negócio que funciona sozinho.

Entenda como funciona uma franquia na prática

Na prática, portanto, o franqueado precisa conhecer o suficiente sobre cada área para conseguir administrá-la, mesmo que não execute pessoalmente todas as funções.

Phenom Idiomas

Quem cuida da parte pedagógica?

Nesse ponto conseguimos perceber a diferença entre entender o pedagógico e ser o professor.

Uma escola precisa de profissionais preparados para conduzir as aulas, acompanhar o desenvolvimento dos alunos e aplicar corretamente a metodologia. Dependendo da estrutura da unidade, também podem existir coordenação e outros profissionais envolvidos nesse acompanhamento.

O franqueado não precisa ocupar cada uma dessas funções, mas continua responsável por garantir que essa área esteja funcionando.

Na Phenom, o suporte pedagógico faz parte da estrutura apresentada aos franqueados. A rede oferece treinamentos sobre a metodologia e materiais didáticos, além do acompanhamento das diferentes áreas necessárias para a operação da escola.

Durante o treinamento realizado com novos franqueados em outubro, por exemplo, uma das etapas da imersão foi dedicada justamente à metodologia. Os participantes conheceram como as aulas são estruturadas e por que compreender o que acontece dentro da sala também faz parte da gestão da escola.

Ou seja, não ser professor não significa ficar distante do pedagógico. Significa ocupar outro papel dentro dessa estrutura.

O que pode ser mais importante do que falar inglês?

Se o franqueado não precisa passar o dia dando aulas, outras competências começam a ganhar bastante peso. Uma delas é liderança, já que uma escola depende de pessoas, e alguém precisa contratar, orientar, acompanhar e desenvolver a equipe.

Outra é a capacidade de olhar para o comercial, as matrículas não acontecem apenas porque a escola abriu as portas. Existem atendimentos, oportunidades, negociações e ações locais que precisam ser acompanhados.

Também entra a organização, indicadores, fluxo financeiro, agenda, equipe, atendimento e diferentes processos acontecem simultaneamente, então o proprietário precisa conseguir enxergar a operação como um conjunto.

O relacionamento com pessoas também pesa. Uma escola convive diariamente com alunos, responsáveis, professores, colaboradores, empresas parceiras e a própria comunidade em que está inserida.

E talvez uma das habilidades mais importantes seja justamente a disposição para aprender.

Quem entra em um setor novo dificilmente dominará todos os aspectos da operação desde o primeiro dia. Saber ouvir, receber treinamento, fazer perguntas e aplicar aquilo que aprende pode ser mais útil do que tentar chegar sabendo tudo.

E se eu já for professor de inglês?

Nesse caso, você começa com um repertório que pode ser bastante valioso.

Conhecer o comportamento dos alunos, entender dificuldades comuns no aprendizado e ter experiência em sala ajuda a enxergar o negócio por uma perspectiva que alguém vindo de outro mercado talvez leve algum tempo para desenvolver.

Mas existe uma mudança importante. Ao abrir sua escola, você vai deixar de olhar apenas para a aula e passa a olhar para o negócio que permite que aquela aula aconteça.

A qualidade pedagógica continua sendo importante, mas agora ela dividirá espaço com folha de pagamento, captação de alunos, gestão da equipe, planejamento financeiro, metas e outras responsabilidades.

É por isso que muitos professores descobrem, ao empreender, que precisam desenvolver uma segunda camada de conhecimentos: a empresarial.

Se hoje a ideia de abrir uma escola coloca você justamente entre esses dois caminhos, vale observar também as diferenças entre uma operação independente e uma franquia.

Em uma escola própria, esses processos precisam ser criados internamente. Em uma franquia, parte deles pode vir estruturada pela rede, dependendo do modelo escolhido.

E se eu já for gestor, mas nunca trabalhei com educação?

Esse é quase o cenário inverso. Uma pessoa que já administrou empresas pode chegar sabendo analisar números, liderar equipes, organizar processos e tomar decisões, mas ainda precisar entender as particularidades de uma escola de idiomas.

Como funciona a jornada de um aluno? O que influencia a retenção? Como o comercial de uma escola funciona? Qual é a lógica da metodologia? Como organizar professores e turmas?

É justamente aí que treinamento e suporte ganham importância. Não porque substituem a experiência do empreendedor, mas porque ajudam a contextualizá-la dentro de um setor novo.

Na divisão de responsabilidades entre franqueado e franqueadora, a rede estrutura o modelo, oferece orientação e mantém determinados padrões, enquanto o proprietário continua responsável por colocar isso em prática na própria unidade.

Para alguém que já sabe gerir, aprender como aquela gestão se aplica ao mercado de idiomas pode ser muito mais relevante do que tentar se transformar em professor.

Phenom Idiomas

E se eu nunca administrei uma empresa?

Também é possível chegar ao franchising como primeiro negócio, mas isso muda aquilo que você precisa observar antes de investir. Começar com uma estrutura já desenvolvida pode ajudar quem não quer construir todos os processos sozinho, mas não elimina a responsabilidade de aprender a administrar.

A própria Phenom apresenta atualmente oportunidades voltadas a perfis diferentes, incluindo professores, gestores e investidores, e não é necessário chegar à rede como um empresário experiente.

Isso acontece porque existe uma etapa de preparação anterior à abertura da escola. No treinamento de franqueados, por exemplo, novos franqueados passaram por três dias de imersão em áreas como comercial, marketing, gestão, retenção, implantação e pedagógico antes de seguirem para as próximas etapas de suas unidades.

Depois, durante a implantação, os consultores de campo vão até a cidade e acompanham a preparação da equipe e do próprio franqueado. Esse processo existe justamente porque ninguém deveria assumir uma escola imaginando que basta colocar a marca na fachada e esperar a operação acontecer.

Então eu não preciso entender nada de inglês?

Também não é bem assim. Existe uma diferença entre não precisar ser professor e não precisar conhecer aquilo que sua empresa entrega.

Mesmo que o franqueado não conduza as aulas, faz sentido que ele conheça a metodologia, entenda a proposta da escola e consiga conversar sobre o serviço que oferece.

Imagine um aluno perguntando ao proprietário por que aquela metodologia funciona de determinada maneira ou um candidato a matrícula querendo entender a proposta do curso. O franqueado não precisa assumir o lugar do professor, mas precisa conhecer suficientemente bem o negócio para representar sua própria escola.

Esse entendimento também ajuda na gestão da equipe. Quanto melhor o proprietário conhece aquilo que promete ao aluno, mais condições terá de perceber quando a experiência entregue está alinhada ao que deveria acontecer.

Portanto, a questão não é simplesmente “falo inglês ou não falo?”.

É entender qual será o seu papel na escola e o quanto você está disposto a aprender sobre o negócio que pretende administrar.

Como a Phenom prepara franqueados que vêm de outras áreas?

Na Phenom, a preparação começa bem antes da inauguração.

A franqueadora apresenta atualmente suporte em áreas administrativas, comerciais, pedagógicas, de marketing e implantação. A equipe comercial recebe treinamento para atendimento e fechamento de matrículas, enquanto a área pedagógica trabalha a metodologia e os materiais utilizados pela escola.

Na implantação, o franqueado também precisa entender como aquela operação será colocada em funcionamento e qual será seu papel quando a unidade estiver aberta.

Esse acompanhamento não existe para administrar o negócio no lugar dele. O objetivo é justamente o contrário: fazer com que o empreendedor tenha condições de assumir sua escola entendendo os processos que encontrará pela frente.

É por isso que o suporte pode ser especialmente relevante para quem chega do mercado corporativo, está fazendo uma transição de carreira ou simplesmente nunca trabalhou dentro de uma escola.

A pessoa não precisa fingir que já conhece o setor, mas precisa estar disposta a conhecê-lo.

Professor, gestor ou investidor: perfis diferentes podem chegar ao mesmo negócio

Talvez a pergunta inicial pareça ser sobre inglês, mas, no fundo, ela fala sobre outra insegurança:

“Será que eu tenho o perfil necessário para administrar uma escola?”

Um professor pode chegar com experiência pedagógica e precisar desenvolver gestão. Enquanto um empresário pode chegar sabendo gerir e precisar compreender melhor educação.

Alguém em transição de carreira pode precisar aprender um pouco dos dois, porém nenhum desses perfis chega necessariamente pronto.

E talvez esse seja o ponto mais importante para quem está avaliando uma franquia de idiomas, o proprietário da escola não precisa assumir todas as funções que existem dentro dela, mas precisa estar preparado para liderar quem assume essas funções e entender como elas se conectam.

Na Phenom, a própria comunicação da rede deixa claro que não é necessário ser professor de idiomas ou chegar como empresário experiente para começar a avaliar o modelo.

Isso não elimina a necessidade de aprender, participar dos treinamentos e acompanhar a escola de perto, na verdade, reforça justamente o contrário.

Você pode não entrar sabendo tudo sobre educação, comercial ou gestão. Mas, se pretende estar à frente de uma escola, precisa estar disposto a conhecer cada uma dessas áreas o suficiente para tomar boas decisões sobre o negócio.

Você não precisa ter construído toda a sua carreira dentro de uma sala de aula para começar a avaliar uma franquia de idiomas.

Se esse mercado faz sentido para os seus objetivos, conheça como funciona a operação da Phenom, entenda o papel do franqueado e converse com o time de expansão para descobrir se o modelo combina com o seu perfil.

Phenom Idiomas

Laís Corrêa Oliveira

19 publicações

Sobre o autor

Atuo como pesquisadora em políticas públicas e gênero e trabalho com comunicação e redação na Phenom Idiomas. Minha escrita nasce do encontro entre análise crítica e prática explorando conexões entre diferentes temas, perspectivas e experiências, porque reconheço que boas ideias raramente vêm de um lugar só.

Comercial Phenom

Online