Laís Corrêa Oliveira
•Franquias
•15 de outubroAbrir uma escola de idiomas envolve muito mais do que encontrar um ponto comercial, contratar professores e começar a receber alunos.
Antes da inauguração, o franqueado precisa entender como a operação funciona, quais processos estarão sob sua responsabilidade, de que forma cada setor se conecta e como utilizar o suporte oferecido pela franqueadora no dia a dia.
Entre os dias 7 e 9 de outubro, novos franqueados da Phenom, vindos de diferentes regiões do Brasil, participaram de uma imersão de três dias na franqueadora. Entre as próximas operações representadas no treinamento estavam Pato Branco (PR), Rio Branco do Sul (PR), Mesquita (RJ), Feira de Santana (BA), Água Boa (MT) e Joinville (SC).
Durante esses dias, os participantes passaram por áreas como comercial, marketing, gestão, retenção, implantação e pedagógico, conhecendo mais de perto como funciona uma escola da rede e quais serão suas responsabilidades à frente da operação.
Mais do que uma sequência de palestras, o treinamento foi pensado para aproximar esses empreendedores da realidade que encontrarão depois da abertura.
Entrar para uma franquia significa contar com uma marca, processos, metodologia e estrutura já desenvolvidos, mas isso não elimina o papel do empreendedor na gestão da unidade.
O franqueado continua responsável por liderar a equipe, acompanhar indicadores, organizar a rotina, desenvolver o comercial e garantir que os padrões da rede sejam aplicados na operação.
Por isso, o treinamento anterior à inauguração tem uma função importante: transformar informações sobre a franquia em uma visão mais prática do negócio.
Ao longo dos três dias, os participantes puderam entender como cada área influencia diretamente a experiência do aluno e os resultados da escola.
Um dos temas centrais do treinamento foi a parte comercial. Paulo Bubola, diretor do KNN Group, destacou a importância de as escolas manterem um volume constante de matrículas ao longo do ano, em vez de concentrarem esforços apenas em períodos de campanha.
Isso exige olhar para vendas como uma rotina contínua. Na sequência, Gabriel Cervo, coordenador Comercial da Phenom, aprofundou essa discussão apresentando técnicas de abordagem e condução do atendimento até o fechamento da matrícula.
Na prática, conquistar um novo aluno não depende apenas de gerar um contato. É necessário entender o que essa pessoa procura, apresentar a escola de forma coerente com essa necessidade e acompanhar a conversa até que ela esteja pronta para tomar uma decisão.
Esse processo também ajuda a diminuir a dependência de promoções pontuais, porque a escola passa a trabalhar a captação de forma mais organizada durante todo o ano.
Mesmo que o proprietário não esteja todos os dias dentro da sala de aula, conhecer o produto que sua escola oferece faz parte da gestão.
Durante a imersão, Giovanna Zanin, coordenadora Pedagógica da Phenom, apresentou aos novos franqueados a metodologia utilizada pela rede e mostrou como a conversação participa do processo de aprendizagem.
A proposta foi fazer com que os participantes entendessem não apenas como as aulas são estruturadas, mas também o que diferencia a experiência pedagógica que será entregue aos alunos.
Essa compreensão se torna importante inclusive no momento comercial. Quanto melhor o franqueado conhece a metodologia, mais preparado está para explicar a proposta da escola, acompanhar a atuação da equipe e entender o que está sendo oferecido a quem procura um curso de idiomas.

Essa foi uma das mensagens trazidas por Gleidson, gerente Pedagógico, durante o treinamento.
A frase resume uma responsabilidade central de quem administra uma unidade: a franqueadora pode oferecer sistemas, processos e orientações, mas é dentro de cada escola que tudo isso precisa chegar ao aluno.
Por isso, o treinamento também apresentou aos novos franqueados como os processos pedagógicos devem ser acompanhados e de que forma os sistemas da rede ajudam a organizar essa rotina.
Na prática, seguir os processos não serve apenas para manter uma padronização interna. Também ajuda a garantir que o aluno encontre uma experiência coerente com aquilo que espera da marca.
Outra etapa importante abordada durante os três dias foi a implantação. Jhonatan Yoos, diretor de Operações da Phenom, apresentou como acontece o período anterior à abertura, quando a unidade começa a tomar forma.
Esse processo envolve desde a padronização do imóvel onde a escola será instalada até a preparação da equipe que atuará na operação. Nesse momento, os consultores de campo vão até a cidade e passam um mês conduzindo um treinamento com a equipe e com o franqueado, preparando-os e acompanhando os primeiros passos da unidade até o momento da inauguração.
O objetivo, porém, não é criar dependência da franqueadora. Ao final da implantação, o franqueado precisa estar preparado para assumir a gestão do negócio, tomando decisões e liderando a escola, mas sabendo que continuará contando com o suporte da rede.
Durante sua fala, Jhonatan também reforçou outro ponto: o comercial começa pelo próprio franqueado. A forma como o empreendedor fala sobre a escola, se apresenta à comunidade e se comunica com outras pessoas também influencia a maneira como a unidade será percebida no mercado local.
Atrair novos alunos é importante, mas manter quem já está matriculado também faz parte do crescimento de uma escola. Foi esse o foco da participação de Paloma, supervisora de Retenção e Administrativo.
Durante o treinamento, ela trouxe uma reflexão simples, mas importante: para o aluno, a escola é uma experiência única. Se existe um problema no atendimento administrativo, ele dificilmente pensa que “o setor administrativo errou”. Na percepção dele, foi a escola que errou.
Por isso, a experiência precisa ser cuidada em diferentes pontos. Ela começa no atendimento da recepção, passa pela organização da unidade, pela comunicação, pela relação com professores e continua ao longo de toda a jornada do aluno.
A retenção, portanto, não acontece apenas quando alguém manifesta vontade de cancelar. Ela também é construída diariamente, quando o aluno percebe valor naquilo que recebe e sente que está sendo bem atendido durante o curso.

Durante esses dias, os franqueados também conheceram mais sobre a presença digital das unidades.
O Marketing abordou a importância de manter as redes sociais atualizadas e de cuidar de ferramentas como o Perfil da Empresa no Google, que pode funcionar como uma das primeiras vitrines da escola para quem ainda não conhece a marca.
Informações atualizadas, fotos, avaliações, endereço e horários ajudam potenciais alunos a entender melhor a unidade antes mesmo do primeiro contato. Para uma escola física, essa presença se torna ainda mais importante porque muitas pessoas pesquisam diretamente por cursos próximos de onde moram ou trabalham.
Por isso, marketing não aparece apenas como uma campanha de divulgação. Ele também participa da forma como a escola se apresenta diariamente no ambiente digital.
No último dia da imersão, os participantes receberam Reginaldo Kaeneêne, CEO do KNN Group, grupo do qual a Phenom faz parte. Em uma conversa mais descontraída, o empresário compartilhou experiências acumuladas ao longo de sua trajetória na educação e trouxe orientações para quem está começando a montar uma equipe.
Entre as histórias, Reginaldo relembrou uma participação em um programa de televisão sobre contratação de funcionários. Ele conta que chegou sem saber exatamente qual seria o tema da conversa e, ao entrar no estúdio, encontrou dois especialistas que também participariam da discussão.
Quando a apresentadora perguntou o que faria alguém decidir entre dois ou três candidatos, os especialistas apresentaram diferentes critérios técnicos.
Quando chegou sua vez, Reginaldo respondeu de forma mais simples: o que o ajudaria a escolher seria pensar se ele se sentiria confortável em sentar em um bar com aquela pessoa.
A lógica por trás da resposta era que conhecimentos técnicos podem ser ensinados, enquanto convivência, postura e personalidade também precisam fazer sentido para quem trabalhará diretamente ao lado daquele profissional. Inclusive, Reginaldo participa da contratação das principais lideranças do grupo.
Para os novos franqueados, a mensagem foi especialmente relevante porque em breve muitos deles terão de começar a montar suas primeiras equipes. Por isso, uma das orientações foi evitar terceirizar completamente esse processo.
Quem está construindo uma escola também precisa participar da escolha das pessoas que ajudarão a formar sua cultura desde o início.

Depois de três dias passando por comercial, retenção, marketing, gestão, implantação e pedagógico, os novos franqueados encerraram a imersão recebendo seus certificados. O certificado marca o fechamento dessa etapa, mas não significa que o aprendizado termina ali.
Cada empreendedor retorna para uma realidade diferente, em uma região diferente do país, e passa a transformar o conhecimento recebido em decisões concretas dentro da própria unidade.
É justamente nesse ponto que o treinamento de franqueados cumpre uma de suas principais funções: mostrar que fazer parte de uma rede significa contar com processos, suporte e experiência acumulada, mas também assumir a responsabilidade de liderar a própria operação.
Para quem ainda está conhecendo o modelo, entender o que acontece antes da abertura ajuda a enxergar com mais clareza como funciona uma franquia na prática e qual é o papel do empreendedor depois que a escola começa a funcionar.
Quer conhecer melhor como funciona o suporte da Phenom desde a implantação até a rotina da unidade? Conheça o modelo de franquia e entenda como a rede acompanha seus franqueados ao longo da operação.
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