Investimento: o que é, tipos e como escolher

Laís Corrêa Oliveira

Empreendedorismo

31 de julho

Você tem um dinheiro em mãos e não sabe o que fazer com ele. Pode ser o resultado de anos economizando, a venda de um imóvel, uma rescisão ou um dinheiro inesperado.

Deixar parado na conta não parece a melhor escolha. Ao mesmo tempo, investir sem entender onde o dinheiro está sendo colocado também pode trazer problemas.

É nesse momento que aparecem várias possibilidades: renda fixa, ações, imóveis, empresas e franquias. Cada uma promete resultados diferentes, exige um nível de participação e apresenta seus próprios riscos.

Por isso, antes de perguntar qual é o melhor investimento, vale responder a outras questões:

  • Para que esse dinheiro será usado?
  • Por quanto tempo ele pode ficar investido?
  • Você pode precisar dele de forma rápida?
  • Está disposto a acompanhar oscilações?
  • Procura uma aplicação financeira ou quer participar de um negócio?

Investir não é apenas escolher onde colocar dinheiro. É decidir o que você espera construir com ele.

O que é investimento?

Investimento é todo recurso aplicado no presente com a expectativa de obter algum benefício no futuro.

Quando falamos em dinheiro, esse benefício pode aparecer de diferentes formas. O valor investido pode render juros, gerar uma renda mensal, valorizar com o tempo ou ser utilizado para construir um negócio.

Imagine três pessoas com o mesmo valor disponível.

A primeira utiliza o dinheiro para comprar títulos públicos. A segunda compra um imóvel para alugar. A terceira abre uma escola.

Todas estão investindo, mas de maneiras muito diferentes.

Na aplicação financeira, o retorno pode vir dos juros. No imóvel, pode vir do aluguel e da valorização. No negócio, depende do faturamento, dos custos e da capacidade de administrar a operação.

Essa diferença é importante porque nem todo investimento exige o mesmo nível de envolvimento.

Alguns podem ser acompanhados pelo celular. Outros exigem decisões frequentes, contato com clientes, contratação de equipe e controle de despesas.

Quais são os principais tipos de investimento?

Os investimentos podem ser divididos em duas grandes categorias: os financeiros e os realizados em bens ou negócios.

Nenhuma categoria é automaticamente melhor. A escolha depende do objetivo, do prazo e do perfil de quem está investindo.

Investimentos financeiros

Investimentos financeiros são aplicações feitas por meio de bancos, corretoras ou outras instituições autorizadas.

Entre os exemplos mais conhecidos estão:

  • poupança;
  • Tesouro Direto;
  • CDB;
  • LCI e LCA;
  • fundos de investimento;
  • ações;
  • fundos imobiliários;
  • previdência privada.

Essas alternativas possuem regras diferentes.

Na renda fixa, o investidor geralmente conhece a forma de remuneração antes de aplicar. O título pode render uma taxa já definida, acompanhar algum indicador ou combinar uma taxa com a inflação.

Isso não significa que toda renda fixa seja igual ou completamente livre de riscos. É necessário observar quem emitiu o título, quando o dinheiro poderá ser retirado e quais condições fazem parte da aplicação.

Na renda variável, como acontece com ações, os valores podem subir ou cair conforme o mercado. Existe possibilidade de um retorno maior, mas também de perdas.

O investimento financeiro pode ser interessante para quem deseja construir uma reserva, proteger parte do patrimônio ou alcançar objetivos de curto, médio e longo prazo.

Investimentos em imóveis

Comprar um imóvel também é uma forma de investir.

O retorno pode acontecer por meio do aluguel ou da valorização do bem. Porém, é importante considerar que o custo não termina na compra.

Também podem existir despesas com:

  • documentação;
  • impostos;
  • condomínio;
  • reformas;
  • manutenção;
  • períodos sem locatário.

Outro ponto é a liquidez. Caso precise do dinheiro, o proprietário pode levar algum tempo para vender o imóvel.

Por isso, o imóvel pode ser uma boa alternativa para algumas pessoas, mas não necessariamente para quem precisa manter acesso rápido ao capital.

Investimentos em negócios

Investir em um negócio significa utilizar dinheiro para criar ou adquirir uma operação que ofereça produtos ou serviços. O valor pode ser usado para montar a estrutura, comprar equipamentos, contratar pessoas, divulgar a empresa e manter as despesas dos primeiros meses. Nesse caso, o retorno depende diretamente do desempenho da operação.

Uma empresa precisa vender, controlar os custos e conquistar clientes. Também exige acompanhamento, mesmo quando o proprietário conta com uma equipe para cuidar das atividades do dia a dia.

É aqui que aparecem opções como negócios próprios e franquias.

Qual é a diferença entre investir e empreender?

Investir significa aplicar recursos esperando obter um resultado futuro. Empreender significa criar ou administrar uma atividade econômica. Em alguns casos, as duas coisas acontecem ao mesmo tempo.

Quem aplica dinheiro em um título financeiro está investindo, mas não necessariamente empreendendo. Já quem abre uma empresa está investindo e também assumindo a responsabilidade de administrar um negócio.

Essa distinção é importante porque muitas pessoas procuram uma franquia imaginando que se trata de uma renda passiva.

Na prática, uma franquia exige participação.

O franqueado precisa acompanhar a equipe, controlar os resultados, aplicar os processos da rede e tomar decisões relacionadas à unidade.

A existência de uma marca e de um modelo estruturado ajuda a orientar o caminho, mas não substitui a gestão local.

Phenom Idiomas

Como escolher onde investir?

O melhor investimento é aquele que combina com o objetivo, o prazo, a situação financeira e o nível de risco que a pessoa aceita assumir.

Para tornar essa decisão mais simples, quatro pontos precisam ser analisados.

1. Objetivo

Primeiro, defina para que o dinheiro será utilizado.

Você deseja:

  • criar uma reserva de emergência;
  • comprar um imóvel;
  • complementar a aposentadoria;
  • gerar uma renda;
  • abrir um negócio;
  • mudar de carreira;
  • construir patrimônio?

Cada objetivo exige um tipo diferente de planejamento. O dinheiro reservado para emergências, por exemplo, precisa estar disponível com rapidez. Já um valor destinado à aposentadoria pode permanecer investido por muitos anos.

2. Prazo

O prazo mostra quanto tempo o dinheiro pode permanecer aplicado. No curto prazo, a prioridade costuma ser a segurança e a facilidade de resgate. No longo prazo, pode ser possível assumir mais oscilações em busca de uma rentabilidade maior.

Em um negócio, o prazo também deve ser considerado. Uma empresa não costuma gerar todo o retorno esperado imediatamente. Existe um período de implantação, formação da clientela e organização da operação.

Por isso, quem investe em um negócio precisa estar preparado para aguardar e manter recursos disponíveis enquanto a empresa se desenvolve.

3. Risco

Risco é a possibilidade de o resultado ser diferente do esperado. Isso pode significar ganhar menos, enfrentar oscilações ou perder parte do dinheiro. Em aplicações financeiras, o risco pode estar relacionado ao emissor, ao mercado ou à dificuldade de resgatar o valor.

Em um negócio, o risco envolve questões como:

  • baixa procura;
  • aumento dos custos;
  • concorrência;
  • dificuldade para contratar;
  • gestão inadequada;
  • falta de capital de giro.

Não existe investimento totalmente livre de riscos. O que existe são alternativas com níveis diferentes de exposição.

4. Liquidez

Liquidez é a facilidade de transformar o investimento em dinheiro. Uma aplicação com liquidez diária permite o resgate em pouco tempo. Já um imóvel pode levar meses para ser vendido.

Um negócio costuma ter liquidez menor. Não é possível retirar todo o valor investido sem afetar a operação. Esse ponto precisa ser analisado principalmente por quem pode precisar do dinheiro no curto prazo.

O que é retorno do investimento?

Retorno é o resultado gerado pelo capital aplicado. Ele pode aparecer como juros, valorização, aluguel, dividendos ou lucro de uma empresa.

Mas o retorno precisa ser analisado depois dos custos. Imagine que alguém investiu R$ 100 mil em um negócio e, após determinado período, obteve R$ 20 mil de lucro líquido. Nesse caso, o retorno foi de 20% sobre o valor investido.

O cálculo simplificado do ROI, ou retorno sobre o investimento, é:

ROI = lucro obtido ÷ valor investido × 100

O ponto mais importante é utilizar o lucro, e não apenas o faturamento. Uma empresa pode faturar bastante e ainda ter um resultado baixo depois de pagar aluguel, salários, impostos e fornecedores.

Por isso, ao comparar investimentos em negócios, é preciso observar quanto efetivamente permanece depois das despesas.

Como avaliar um investimento antes de decidir?

Uma boa avaliação começa pela compreensão do funcionamento da oportunidade.

Antes de aplicar qualquer valor, procure responder:

  • Como esse investimento gera retorno?
  • Quais são os principais riscos?
  • Quando poderei recuperar o dinheiro?
  • Quais despesas estão envolvidas?
  • O resultado depende de quais fatores?
  • Tenho conhecimento para acompanhar essa escolha?
  • Quanto do meu patrimônio será comprometido?
  • Existe alguma promessa exagerada?

Em investimentos financeiros, analise a instituição, o emissor, o prazo, a tributação e as regras de resgate. No caso de um negócio, investigue o mercado, os concorrentes, o público e o investimento necessário para manter a operação até que ela se sustente.

Também vale desconfiar de promessas de ganhos elevados com pouco risco. Todo investimento precisa ser compreendido antes de ser realizado. Quanto menos clara for a explicação sobre como o retorno acontece, maior deve ser a cautela.

Franquia pode ser considerada um investimento?

Sim. A franquia é uma forma de investimento em negócio. Nesse modelo, o empreendedor aplica capital para operar uma unidade utilizando a marca, os processos e o modelo desenvolvido por uma franqueadora.

Em vez de criar tudo do zero, ele recebe uma estrutura que pode incluir:

  • identidade visual;
  • metodologia;
  • treinamentos;
  • manuais;
  • sistemas;
  • materiais;
  • orientações de gestão;
  • suporte comercial;
  • ações de marketing.

Isso não significa que o negócio funcione sozinho. O franqueado continua responsável pela unidade. É ele quem acompanha a equipe, aplica os processos, controla as despesas e atua para conquistar clientes. A franquia reduz parte da necessidade de desenvolver o modelo por conta própria, mas não elimina os riscos de empreender.

Vale a pena investir em uma escola de idiomas?

Uma escola de idiomas pode ser uma oportunidade para quem deseja empreender em um setor ligado à educação, ao desenvolvimento profissional e à realização de objetivos pessoais. As pessoas procuram aprender idiomas por diferentes motivos.

Algumas querem viajar. Outras buscam uma oportunidade de emprego, desejam estudar fora ou querem se comunicar com mais confiança. Essa variedade permite que uma escola atenda crianças, adolescentes e adultos.

Mas a existência dessa demanda não garante o resultado da unidade. A escola precisa oferecer uma boa experiência, formar turmas, captar alunos e manter uma equipe qualificada. Também precisa acompanhar as finanças, o atendimento, a retenção e a comunicação.

Por isso, investir em uma escola de idiomas exige equilíbrio entre pedagogia e gestão. Ensinar bem é essencial. Mas também é necessário transformar essa qualidade em uma operação organizada.

Como a Phenom apoia quem deseja investir em educação?

Para quem deseja investir em uma escola de idiomas sem criar toda a estrutura do início, a Phenom oferece modelos de franquia acompanhados por suporte em diferentes áreas. O apoio começa na implantação, com orientações para estruturar a unidade de acordo com o formato escolhido.

Na área pedagógica, o franqueado recebe metodologia, materiais didáticos e treinamentos para a equipe. No comercial, o suporte ajuda a organizar a abordagem, o atendimento e o acompanhamento de potenciais alunos.

Já o marketing contribui com conteúdos, campanhas e direcionamentos para divulgar a escola e gerar novas oportunidades. A rede também orienta a gestão da unidade e o acompanhamento de indicadores importantes para a operação.

Na prática, o empreendedor não precisa criar sozinho a marca, os materiais, a metodologia e todos os processos. Ainda assim, a execução continua sendo local.

O franqueado precisa liderar a equipe, acompanhar os resultados e aplicar as orientações no dia a dia. O suporte oferece um caminho mais estruturado, mas o desenvolvimento da unidade depende do envolvimento de quem está à frente do negócio.

Perguntas frequentes sobre investimento

Existe investimento totalmente seguro?

Não. Todo investimento possui algum tipo de risco.

Algumas opções apresentam mais estabilidade, enquanto outras podem sofrer oscilações maiores. A escolha deve considerar o objetivo, o prazo e o perfil de quem está investindo.

Qual é o melhor investimento para começar?

Não existe uma única resposta.

Para quem está começando, o ideal é primeiro organizar a vida financeira, entender o objetivo e estudar alternativas compatíveis com o prazo e o risco aceito.

Vale a pena investir em franquias?

Pode valer a pena para quem deseja empreender com uma marca, processos e suporte já estruturados.

Mas a decisão depende da rede, do mercado local, do investimento e da capacidade do franqueado de administrar a unidade.

Franquia é renda passiva?

Não necessariamente. Uma franquia exige acompanhamento, gestão e aplicação dos processos. Mesmo quando existe uma equipe, o proprietário continua responsável pelos resultados locais.

Como escolher uma franquia de baixo investimento?

Não analise apenas a taxa de franquia. Compare o investimento total, a necessidade de estrutura, os custos mensais e o capital de giro. Uma franquia mais barata no início pode exigir despesas maiores durante a operação.

O que analisar antes de investir em uma escola de idiomas?

Avalie a demanda da região, a concorrência, o público, o investimento, a metodologia, a equipe e o suporte. Também procure entender como a escola atrairá e manterá alunos ao longo do tempo.

Investir começa com uma boa pergunta

Quando alguém começa a pesquisar investimentos, é comum procurar uma resposta rápida sobre qual opção rende mais. Mas essa não costuma ser a pergunta mais útil. Antes de escolher onde investir, é necessário entender para que o dinheiro será utilizado, quanto tempo ele pode permanecer aplicado e qual nível de risco faz sentido.

Uma aplicação financeira, um imóvel e uma franquia podem ser investimentos. Ainda assim, cada um exige uma relação diferente com o capital. Alguns pedem paciência. Outros exigem participação direta. Todos precisam de análise.

Para quem deseja empreender em educação, uma escola de idiomas pode representar a construção de um negócio ligado ao desenvolvimento de pessoas. Dentro de uma franquia, esse caminho pode contar com marca, metodologia, processos e suporte. Mas a decisão precisa combinar oportunidade e realidade.

Porque investir bem não começa na escolha de um produto ou de uma empresa. Começa quando você entende o que espera construir com o seu dinheiro.

Quer conhecer uma possibilidade de investimento no mercado de educação? Veja os modelos de franquia da Phenom e entenda qual deles pode fazer sentido para o seu perfil e para a sua região.


Phenom Idiomas

Laís Corrêa Oliveira

6 publicações

Sobre o autor

Atuo como pesquisadora em políticas públicas e gênero e trabalho com comunicação e redação na Phenom Idiomas. Minha escrita nasce do encontro entre análise crítica e prática explorando conexões entre diferentes temas, perspectivas e experiências, porque reconheço que boas ideias raramente vêm de um lugar só.

Comercial Phenom

Online