Laís Corrêa Oliveira
•Franquias
•21 de julhoDepois de quase vinte anos administrando uma escola de idiomas, Elias percebeu que ensinar bem continuava sendo essencial, mas já não era suficiente para sustentar o crescimento do negócio. Ao entrar para a franquia Phenom, sua experiência passou a trabalhar ao lado de novos processos pedagógicos, comerciais e de gestão.
Durante muito tempo, administrar uma escola de idiomas significava dominar principalmente aquilo que acontecia dentro da sala de aula. Ter uma boa metodologia, professores comprometidos e alunos satisfeitos era suficiente para construir uma reputação sólida e conquistar reconhecimento na comunidade. No entanto, com o passar do tempo o mercado mudou.
Hoje, além de oferecer um ensino de qualidade, uma escola precisa saber comunicar seu diferencial, captar novos alunos, liderar equipes, acompanhar indicadores e organizar processos comerciais e pedagógicos. O consumidor também se tornou mais exigente: busca agilidade, atendimento próximo, experiências personalizadas e resultados que possam ser percebidos durante o aprendizado.
Para muitos empreendedores da educação, essa transformação trouxe uma pergunta inevitável:
Essa foi a reflexão que marcou a trajetória de Elias, franqueado da Phenom São Bernardo do Campo. Depois de quase vinte anos à frente da própria escola, ele percebeu que, apesar de toda a bagagem acumulada, já não conseguia enxergar com clareza o próximo passo para o negócio.
A dificuldade não estava na falta de paixão pela educação ou de dedicação aos alunos. Estava na sensação de que o mercado exigia uma atualização que ele ainda não havia encontrado.
Ao conhecer o modelo da Phenom, Elias não precisou abandonar tudo o que havia construído. Pelo contrário, sua experiência se tornou a base para uma nova fase, agora acompanhada por metodologia, processos e uma gestão comercial mais estruturada.
Em dois anos, a unidade chegou à marca de 360 alunos. O resultado pertence à realidade específica de São Bernardo do Campo e está relacionado à execução local, à liderança da unidade e à aplicação do modelo da rede. Ainda assim, o case revela aprendizados importantes para outros proprietários de escolas que enfrentam desafios semelhantes.
A unidade Phenom São Bernardo do Campo nasceu da transformação de uma escola que funcionou entre 2004 e 2023. Embora tivesse experiência pedagógica e reconhecimento local, o negócio estava sem uma perspectiva de crescimento.
A entrada na Phenom trouxe uma mudança que foi além da marca ou dos materiais utilizados em sala de aula. A operação passou a contar com uma metodologia estruturada, coleções didáticas alinhadas ao método, formação recorrente dos professores e processos comerciais voltados à captação de alunos.
Com a integração entre pedagogia, gestão e vendas, a unidade alcançou 360 alunos em dois anos.
A principal lição do case é que crescer não exigiu descartar a experiência anterior. O avanço aconteceu quando essa experiência passou a ser apoiada por processos que reduziram o improviso e aumentaram a previsibilidade da operação.
Ensinar bem continua sendo o ponto de partida de qualquer escola de idiomas. No entanto, o crescimento sustentável também depende da capacidade de transformar a qualidade pedagógica em uma operação organizada, conhecida pelo público e preparada para captar e atender mais alunos.
Uma escola pode ter professores excelentes e alunos satisfeitos, mas ainda enfrentar dificuldades para crescer. Isso acontece quando as matrículas dependem apenas de indicações, quando não existe um processo comercial definido ou quando todas as decisões estão concentradas na experiência individual do gestor.
Nesse tipo de operação, o proprietário costuma acumular funções. Ele acompanha os professores, escolhe materiais, resolve questões administrativas, atende famílias, organiza as turmas e ainda tenta divulgar a escola.
O problema é que, conforme o negócio cresce, essa dependência se transforma em um limite. A escola pode até continuar funcionando bem, mas passa a ter dificuldade para avançar de maneira previsível.
Além disso, a relação do consumidor com os cursos de idiomas mudou. Hoje, não basta apresentar um material didático ou falar sobre a importância de aprender uma nova língua. O aluno deseja entender como será acompanhado, quais resultados poderá perceber e por que aquela escola é adequada para os seus objetivos.
Responder a essas expectativas exige uma combinação de competências:
Isso não significa transformar a educação em uma atividade exclusivamente comercial. Significa compreender que uma boa proposta pedagógica precisa chegar até as pessoas para gerar impacto.
O ponto de virada aconteceu quando Elias reconheceu que sua experiência já não indicava, sozinha, qual caminho deveria seguir. A entrada na Phenom representou uma evolução do negócio, e não a negação de sua trajetória.
Ele resume aquele momento da seguinte forma:
“De 2004 a 2023 eu tive uma escola e estava sem perspectivas, não sabia para onde ir. Com a Phenom aprendi ainda mais como ensinar e também aprendi como vender.”
O depoimento retrata uma realidade comum entre profissionais da educação. Dominar a sala de aula e conhecer profundamente o processo de aprendizagem são competências fundamentais. Administrar uma escola, porém, exige decisões que vão muito além do ensino.
É necessário entender como organizar a operação, formar uma equipe, divulgar o negócio, conduzir atendimentos e transformar contatos interessados em matrículas.
Para alguém com quase vinte anos de experiência, reconhecer essa necessidade poderia parecer um recomeço. Na prática, significou potencializar o conhecimento que já existia.
A experiência anterior permitiu que o franqueado compreendesse rapidamente a aplicação das novas ferramentas. O modelo da rede, por sua vez, ajudou a organizar áreas que antes dependiam de decisões individuais ou de tentativas feitas ao longo da rotina.
Dentro da sala de aula, a principal mudança foi a criação de uma base pedagógica mais estruturada. A metodologia, os materiais e a formação dos professores passaram a funcionar de maneira integrada.
A proposta metodológica da Phenom busca tornar o processo de aprendizagem mais objetivo e direcionado à comunicação. Em vez de tratar o material didático como um recurso isolado, a rede organiza livros, aulas e acompanhamento pedagógico dentro de uma mesma lógica.
Isso ajuda professores e coordenadores a compreenderem o caminho de evolução esperado para cada turma. Também reduz a necessidade de construir planejamentos completamente novos a cada semestre ou buscar materiais complementares sem um direcionamento comum.
Para o gestor, essa estrutura oferece mais clareza sobre o que está sendo aplicado em sala de aula. Para o professor, representa uma base mais segura para preparar e conduzir as atividades.
Antes da conversão, parte da rotina pedagógica dependia da busca por materiais, da análise de diferentes coleções e da criação constante de novos planejamentos.
Com a adoção do método Phenom, cada coleção passou a seguir uma proposta pedagógica definida. Elias explica que “Cada coleção de livros segue o método Phenom. Eu não preciso me preocupar em procurar ou estudar novos livros.”
Isso não elimina a autonomia ou a importância do professor. A padronização funciona como um ponto de partida comum, permitindo que o profissional concentre sua energia na condução da turma, na observação das dificuldades e no desenvolvimento dos alunos.
Também reduz o retrabalho da coordenação, que passa a acompanhar a execução de uma metodologia já estabelecida, em vez de reorganizar toda a estrutura pedagógica a cada mudança de professor ou de material.
Outro aspecto que contribuiu para a organização da unidade foi o investimento na formação da equipe.
Em uma escola que depende exclusivamente da experiência individual de cada docente, os alunos podem ter vivências muito diferentes de acordo com o profissional responsável pela turma. Isso dificulta a manutenção de uma identidade pedagógica e pode comprometer a percepção de qualidade.
Com treinamentos recorrentes e orientações metodológicas, os professores passam a compartilhar uma mesma base de trabalho. Na experiência da unidade, isso trouxe mais segurança para a equipe e maior consistência para a experiência dos alunos.
A padronização não significa que todas as aulas precisam ser iguais. Significa que os professores seguem princípios, objetivos e processos comuns, mesmo utilizando suas próprias habilidades para se conectar com cada turma.
A mudança mais significativa para o crescimento da unidade aconteceu na gestão comercial. A captação de alunos deixou de depender predominantemente de indicações e passou a ser tratada como uma atividade organizada, ativa e permanente.
Durante muitos anos, o crescimento de escolas locais esteve ligado à reputação construída na comunidade. Um aluno satisfeito indicava um amigo, uma família recomendava o curso para outra e novas matrículas surgiam como consequência da qualidade do trabalho.
As indicações continuam sendo importantes. O problema aparece quando elas são a única fonte de captação.
Sem uma rotina comercial, a escola não consegue prever quantos contatos serão necessários para alcançar determinada quantidade de matrículas. Também se torna difícil identificar onde os potenciais alunos estão desistindo ou quais ações geram melhores resultados.
Na Phenom São Bernardo do Campo, a gestão comercial passou a fazer parte da rotina da escola. Isso envolveu organizar os contatos, acompanhar os interessados, estruturar os atendimentos e observar os indicadores relacionados às matrículas.
A venda deixou de ser vista como uma tarefa desconectada do propósito educacional.
Afinal, matricular um novo aluno significa criar a oportunidade para que aquela pessoa aprenda outro idioma. Quando o processo comercial é conduzido com transparência e atenção às necessidades do interessado, vender passa a ser uma extensão do atendimento.
Uma gestão comercial ativa não significa pressionar pessoas a comprarem um curso. Significa acompanhar adequadamente quem já demonstrou interesse.
Muitos potenciais alunos entram em contato, pedem informações e não tomam uma decisão imediatamente. Sem uma rotina de acompanhamento, essas oportunidades acabam sendo esquecidas.
Ao estruturar esse processo, a escola consegue:
Essas informações ajudam a escola a tomar decisões com mais segurança. Em vez de depender apenas da percepção do gestor, a operação começa a ser orientada por dados reais da própria unidade.
A marca de 360 alunos foi alcançada pela unidade de São Bernardo do Campo a partir da conexão entre processos pedagógicos e comerciais. O resultado não está associado a uma única ação, mas à organização de diferentes áreas do negócio.
A metodologia ofereceu uma base comum para as aulas. Os materiais reduziram a necessidade de pesquisa e adaptação constante. Os treinamentos contribuíram para o desenvolvimento dos professores. A gestão comercial criou uma rotina de captação e acompanhamento de interessados.
Quando essas áreas começaram a trabalhar de forma integrada, a escola conquistou mais condições para crescer sem abandonar a qualidade do ensino.
É importante destacar que esse número representa a experiência específica da unidade. Entrar em uma franquia não garante automaticamente determinada quantidade de alunos ou um prazo fixo de crescimento. Os resultados dependem de fatores como a liderança do gestor da unidade, execução, investimento, participação da equipe e características do mercado local.
Ainda assim, o case demonstra como uma operação estruturada pode ampliar sua capacidade de atendimento.
Para Elias, o crescimento também representa o impacto que uma escola pode gerar na região onde está inserida, ele conta que “Para uma escola crescer de forma saudável, ela precisa de pessoas qualificadas, e conseguirmos ensinar um número grande de pessoas é muito saudável para o bairro onde estamos localizados.”
A fala mostra que aumentar o número de alunos não precisa ser visto apenas como uma meta financeira. Uma escola que cresce também amplia o acesso ao ensino de idiomas, desenvolve profissionais e fortalece sua presença na comunidade.
O principal aprendizado é que experiência e processos não competem entre si. A experiência ajuda o gestor a compreender pessoas, antecipar desafios e tomar decisões. Os processos transformam esse conhecimento em uma forma de trabalho que pode ser compartilhada e repetida pela equipe.
Um gestor experiente pode resolver muitos problemas rapidamente. Mas, quando todas as respostas dependem dele, a escola encontra dificuldades para crescer.
Processos claros permitem que outras pessoas saibam como agir, reduzindo a centralização e aumentando a consistência da operação.
Uma boa gestão comercial não compensa um ensino de baixa qualidade. Da mesma forma, uma metodologia eficiente pode não alcançar todo o seu potencial quando a escola não sabe comunicar sua proposta ou acompanhar os interessados.
O crescimento sustentável acontece quando a entrega pedagógica sustenta aquilo que o comercial apresenta.
Transformar uma escola independente em franquia não precisa significar apagar tudo o que foi construído anteriormente.
No case de São Bernardo do Campo, os quase vinte anos de experiência foram importantes para a nova etapa. A mudança esteve na maneira de organizar e potencializar esse conhecimento.
A conversão para uma franquia pode fazer sentido para proprietários que desejam profissionalizar a gestão, atualizar a metodologia e contar com processos já estruturados. No entanto, essa decisão precisa considerar o perfil do empreendedor e a realidade da escola.
Para quem já possui uma operação, o modelo pode oferecer direcionamento em áreas que ainda dependem muito da atuação individual do gestor.
Para professores que desejam empreender, uma franquia pode reduzir parte do trabalho necessário para criar uma metodologia, desenvolver materiais, estruturar treinamentos e organizar a comunicação da marca.
Isso não significa que o franqueado terá uma participação menor no negócio. Pelo contrário: liderar uma unidade exige envolvimento, capacidade de gestão e disposição para aplicar os processos da rede.
Antes de tomar a decisão, é importante avaliar:
Uma franquia pode acelerar a estruturação do negócio, mas não substitui a execução local.
O mercado continua apresentando demanda, mas está mais competitivo e exige operações capazes de demonstrar valor. Dados do setor indicam oportunidades tanto no franchising educacional quanto no ensino de idiomas.
Segundo a Associação Brasileira de Franchising, as franquias de Educação faturaram aproximadamente R$ 15,5 bilhões em 2024, resultado 9% superior ao registrado em 2023. O avanço demonstra a força dos modelos estruturados no segmento, embora não elimine a necessidade de análise do mercado e de uma boa gestão em cada unidade.
Ao mesmo tempo, uma pesquisa da Pearson em parceria com a Opinion Box ouviu mais de 7 mil brasileiros entre fevereiro e abril de 2025. Entre aqueles que afirmaram possuir algum conhecimento de inglês, somente 13% se consideravam fluentes. O levantamento também apontou barreiras como falta de tempo, recursos financeiros e acesso, apesar de o idioma continuar sendo percebido como importante para o desenvolvimento profissional.
Esses dados sugerem que existe uma distância relevante entre o interesse pelo idioma e a fluência percebida. Para as escolas, a oportunidade está em oferecer uma experiência capaz de reduzir as barreiras do aluno e demonstrar, de maneira clara, como o curso contribui para seus objetivos.
Como fazer uma escola de idiomas crescer?
O crescimento depende da combinação entre qualidade pedagógica, posicionamento, gestão comercial, liderança de equipe e acompanhamento de indicadores. A escola precisa ensinar bem, mas também divulgar sua proposta, acompanhar interessados e organizar processos que não dependam somente do gestor.
Como aumentar o número de matrículas?
Para aumentar as matrículas, é necessário compreender de onde vêm os contatos, como o atendimento é realizado e em quais momentos os interessados desistem. Uma rotina comercial com registros, acompanhamento e análise de conversão ajuda a tornar a captação mais previsível.
É possível transformar uma escola independente em franquia?
Sim. Algumas redes permitem a conversão de escolas já existentes. A mudança pode envolver adequação da marca, da metodologia, dos materiais, do espaço e dos processos operacionais. As condições precisam ser avaliadas diretamente com a franqueadora.
Quem já tem experiência em educação precisa de suporte comercial?
A experiência pedagógica é essencial, mas não substitui conhecimentos de gestão e vendas. Um suporte comercial pode ajudar o gestor a estruturar atendimentos, acompanhar oportunidades e transformar a captação de alunos em uma atividade permanente.
Uma franquia garante o crescimento da escola?
Não. Uma franquia oferece marca, metodologia, processos e suporte, mas os resultados dependem da execução do franqueado, da equipe, do investimento e das características do mercado local. O case de São Bernardo do Campo representa o resultado daquela unidade e não uma garantia para todas as operações.
A história da Phenom São Bernardo do Campo mostra que recomeçar nem sempre significa abandonar tudo o que foi construído.
Em muitos casos, recomeçar significa olhar para a própria experiência e reconhecer que ela pode chegar ainda mais longe quando encontra novos processos, ferramentas e perspectivas.
Depois de quase vinte anos administrando uma escola, Elias não deixou para trás o conhecimento adquirido. Na verdade, ele encontrou uma forma diferente de utilizá-lo.
A metodologia trouxe mais organização para a sala de aula. Os materiais reduziram o retrabalho. Os treinamentos fortaleceram a equipe. A gestão comercial criou uma rotina mais ativa e previsível de captação.
O resultado foi uma escola que alcançou 360 alunos em dois anos e recuperou a perspectiva de crescimento.
Porque ensinar continua sendo o ponto de partida. Mas aprender a empreender pode ser o passo que faltava para escrever um novo capítulo dessa história.
Já possui uma escola de idiomas ou deseja transformar sua experiência com educação em um negócio estruturado? Conheça o modelo de franquia da Phenom e converse com a equipe para entender se ele faz sentido para o seu momento.
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